Oi vende rede móvel para Vivo, TIM e Claro por R$ 16,5 bilhões

Oi Vende Rede Móvel

Ontem, dia 14 de dezembro, a operadora Oi vendeu sua rede móvel para consórcio formado pela Vivo, TIM e Claro. Saiba mais detalhes sobre o leilão da Oi e o seu processo de recuperação judicial até o momento.


Leilão Oi: empresa vende ativos móveis

A operadora Oi, ainda em recuperação judicial, vendeu todos seus ativos de redes móveis para consórcio entre TIM, Vivo e Claro. A venda foi fechada no valor de R$ 16,5 bilhões e com esta operação, a marca Oi, desaparecerá do mercado de telefonia móvel do Brasil.

A medida tomada pela operadora brasileira faz parte do plano de recuperação judicial da companhia que, por isso, teve que desfazer dos ativos móveis. O certame foi coordenado pela 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro.

Neste momento, a Oi contará somente com ativos da infraestrutura e fibra, da InfraCo, cuja venda parcial é prevista que seja pelo preço mínimo de R$ 6,5 bilhões, sendo que o comprador terá 51% do capital votante.

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Data Center Oi

Em comunicação enviada ao mercado, a companhia notificou que o contrato de compra e venda do Data Center Oi foi assinando em 11 de dezembro de 2020, junto à Titan Venture Capital e Investimentos. A Titan pagará, de acordo como comunicado, R$ 250 milhões à vista e o valor restante de R$ 76 milhões, em parcelas.

Mercado da telefonia móvel no Brasil

Com este movimento do mercado de telecomunicações no Brasil, as três principais concorrentes da operadora multicor passarão a concentrar ainda mais o mercado. A telefônica Vivo passará de ter uma participação de 33% para 37%. Já a operadora TIM salta de 23% para 32%, e, por último, a Claro passará a ter uma participação no mercado de 29%, sendo que antes era de 26%.

A venda integra o plano de recuperação judicial da Oi, iniciado em 2016. Já em 2018, a Oi teve o plano de Recuperação Judicial homologado pelo juiz da 7ª Vara Empresarial do Rio, Fernando Viana.

Recuperação Judicial da Oi

Fazendo um exercício cronológico para entender a situação atual da Oi, vemos que no dia 19 de dezembro de 2017 foi aprovada a recuperação judicial da Oi em assembleia geral de credores. Ao todo, a dívida da operadora era de R$ 64 bilhões com 55 mil credores entre pessoas físicas e jurídicas. Depois de ter iniciado o processo de recuperação judicial, a expectativa era que a companhia aumentasse o investimento de uma média anual de R$ 5 bilhões para R$ 7 bilhões no próximo triênio.

De fato, depois de 4 anos em processo de recuperação judicial, a Oi (OIBR3 e OIBR4) passou por "surpresas" positivas em 2020, visto que em abril deste ano, entrou em vigor uma lei que reduz as dívidas da empresa com o governo em 50%. Essa medida fez com que a tele repensasse sua estrutura e planejasse leilões com retornos bilionários.

Agora, o mercado de telefonia passará a apresentar uma nova configuração quanto à participação das principais operadoras do país.

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